sexta-feira, 8 de julho de 2011

Radiografia Cultural- Periferia e Arte no DF


No mês de julho, serão realizados quatro oficinas de graffiti para crianças, comandadas pelos grafiteiros Anderson Fokker, Fábio Pena, Felipe Rdoze e Flávio Soneka. As oficinas vão acontecer aos domingos, das 14h às 17h30, no vão livre do CCBB, onde serão instalados grandes painéis de madeira para a criançada grafitar à vontade. Na terça dia 26 de julho, os grafiteiros que comandaram as oficinas se juntam a Satão, presidente do DF Zulu, para discutir o tema Graffiti e Inclusão Social.

A programação que reúne um ciclo de debates e uma série de atrações artísticas inéditas. Com atrações Mensais o programa tem por objetivo mapear algumas das principais manifestações artísticas das periferias do DF, divulgando e provocando um diálogo inédito sobre os movimentos culturais periféricos no Brasil.

Oficinas dias| 3, 10, 17, 24- 14h às 17h30

Radiografia Cultural| 26 de julho- Terça, 20h

Local| Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília-DF

Entrada Franca.

TV Inesc: Racismo e Igualdade


A TV INESC produz programas quinzenais sobre agendas no parlamento e temas de interesse da sociedade cívil. Nesta semana, apresentamos o programa "Racismo e Igualdade, no qual abordaremos a questão com base no campo das políticas públicas, da educação e, da história e cultura afrobrasileira.

INESC Instituto de Estudos Socioeconômicos - SCS, QD 01, Bloco L, Nr 17, Cobertura
- Ed. Marcia, Brasília/DF - CEP: 70.307-900 - Fone: +55 (61) 3212-0200 - Fax: +55 (61) 3212-0216

Estereótipos do negro nas telenovelas Insensato Coração e Rebelde


Com a internet aumentamos muito a nossa capacidade de comunicação e ganhamos um pouco mais de visibilidade social. Através de emails e redes sociais ampliamos e intensificamos a circulação de informações sobre temas específicos como a presença do negro na mídia e temos criado nossa própria mídia, com sítios, blogs e comunidades virtuais. Em particular sobre as telenovelas temos agora mais oportunidade de opinar sobre o desempenho e os personagens de atores e atrizes negros.


Na atual temporada de novelas duas chamam a atenção Insensato Coração da TV Globo e Rebelde da TV Record.

Em Insensato Coração Lázaro Ramos é o galã canastrão, machista, sedutor, e um profissional bem sucedido que não quer nenhum relacionamento sério com as mulheres e que se vê apaixonado por uma delas. Em Rebelde uma família negra de classe médiasuburbana enredada com a ascensão social de um dos filhos e dos conflitos por isso criados. Um dos destaques da trama é o alcoolismo do chefe de família interpretado porAntônio Pompêu.

Para desagrado de muitos telespectadores os personagens não fogem dos estereótipos mais comuns dos personagens negros nas telenovelas.

Telespectadores, nós sabemos não são críticos de telenovelas, são audiência e suas opiniões são muitas vezes descartadas e algumas vezes servem como referência para os rumos da trama. A influência da opinião de negros numa trama só foi relevante uma ou outra vez em manifestações de racismo explícito sem a devida “punição” ou “correção” ou ainda “erro histórico” em novelas sobre o período da escravidão.

Contudo, na telenovela em geral pela natureza da sua narrativa como um folhetim eletrônico os personagens são sempre estereotipados para serem facilmente compreendidos pelo público.
Os personagens negros num regime de racismo ocultado como o brasileiro, que se caracteriza pela invisibilidade pública do negro ou por representações super estereotipadas do noticiário à ficção, fica mais flagrante o índice dessas representações típicas. Estas características tornam os personagens negros mais marcantes especialmente se são representadas por atores ou atrizes famosos.
Milton Gonçalves, o "pai" alcoólatra de Lázaro Ramos o galã negro na novela Insensato Coração
No caso do personagem de Lázaro Ramos chama à atenção o fato de seu desempenho sexual e profissional não corresponder a uma realidade visível do grande público gerando um estranhamento das opiniões sobre sua legitimidade como galã. Em algum momento seu desempenho sobre o personagem pareceu mesmo “forçado” conforme o próprio ator se manifestou o que parte do público já havia observado com mais ou menos preconceito sobre o galã negro.

Zezé Motta esposa do alcoólatra interpretado por Antonio Pompeu:
Na telenovela Rebelde o estereótipo do alcoolismo pode ser um dado menor num elenco principal de cinco atores e atrizes negros com personagens variados, mas do modo como foi observada a opinião de alguns telespectadores pelo editorial da Revista Raça Brasil isto se tornou mais relevante.
Para o editor-chefe da Revista Raça Brasil o alcoolismo do personagem é um acidente passível da vida de qualquer um “o alcoolismo é uma doença, não é um fator racial”, diz, André Rezende. E quem discordaria disso? Mas chama a atenção, que em Insensato Coração, o pai do personagem de Lázaro Ramos interpretado por Milton Gonçalves, único membro de sua família, seja um alcoólatra. Coincidência, dirão alguns.

Mesmo que se destaque a observação de Zezé Motta de que ela é do tempo “em que o negro na novela não tinha família” - e isso não faz tanto tempo assim. No canal ali ao lado, na TV Globo o galã negro não tem família e o pai é alcoólatra.

Por maior boa vontade que tenha o nosso otimismo de que houveram mudanças nas estórias das telenovelas - e elas ocorreram - podemos ainda verificar sem qualquer dificuldade a repetição dos estereótipos mais comuns - do noticiário à ficção - em relação aos personagens para atores e atrizes negros. Esta repetição ocorre porque ainda são muito poucos os papéis atribuídos aos negros na teleficção com isso a intensidade dos personagens mais comuns principalmente os vilões ou as vilanias ficam mais acentuadas, além da “leitura” que o código do racismo nos orienta e nos deixando alertas para as usas evidências e surpresas.

Precisamos de muitos mais papéis e protagonismos de negros para que seja diluída esta visão que parece irritar o editor da Raça: “ os avanços estão aí para qualquer um perceber, porém, a forma como boa parte da própria comunidade negra encara essas mudanças dá a impressão de que os antigos estereótipos - bandido, traficante pobre, morador de rua... -, são os verdadeiros parâmetros para medir o sucesso e o talento de um ator negro”. Em que pese a boa vontade de corrigir os excessos da crítica pessimista dos telespectadores o editor da Raça também se excede no otimismo da mudança. Ou não, o que você acha?

Informação: Show

Show Cinco Buarques de Holanda em dose dupla!

SARAU DO CORUJÃO DA POESIA NA CINELÂNDIA

Data: 08 de julho de 2011 (sexta) - Hora: 18:30h

Local: SINTCON - Rua Álvaro Alvim, 37/5º andar (ao lado do Teatro Rival BR)

Cinelândia - Rio

ENTRADA FRANCA

Classificação: Livre


SARAU UM BRINDE À POESIA EM NITERÓI

Data: 09 de julho de 2011 (sábado) - Hora: 15h

MAC - Museu de Arte Contemporânea

Local: Mirante da Boa Viagem - Niterói

INGRESSO: R$ 5,00

Classificação: 12 anos




CINCO BUARQUES DE HOLANDA

Um passeio lúdico e visceral com Chico Buarque. Essa é a proposta do pocket-show “Cinco Buarques de Holanda”, apresentado por Rollo (voz) e Jonathan Ferr (piano e teclados). A ideia de um show que reunisse uma releitura swingada da genialidade de Chico, nas suas mais representativas canções, é um desejo alimentado há muito tempo pelo cantor Rollo. O repertório é composto de 10 músicas de autoria de Chico, mas cada apresentação contém apenas cinco composições, escolhidas de forma aleatória. A inovação na estrutura da produção permite que cada apresentação seja única e exclusiva. A brincadeira sonora, mais que bem temperada com pimenta e pegada da negritude, fica por conta do repertório pra lá de seleto – com várias letras e versões censuradas pelo Regime Militar - escolhido pelo próprio Rollo (que vem de uma bem sucedida temporada à frente do show Demasiado Humano, ao lado do Rolo Trio) e por Jonathan Ferr (pianista e arranjador). Da malandragem do “Rei de Ramos”, passando por “Futuros Amantes” e “Las Muchachas de Copacabana”, o repertório ainda traz “Verdadeira Embolada”, parceria de Chico com Edu Lobo e “A Cidade Ideal”, feita em parceria com Enriquez e Bardoti, para o musical “Saltimbancos”, tudo isso em um roteiro assinado pelo escritor Flávio Braga (autor do livro e peça Sade em Sodoma, que teve a direção de Ivan Sugahara). Todas as composições vão ao encontro da interpretação "de corpo e alma" de Rollo, em harmonia com o sutil e potente toque do piano de Jonathan, gerando uma combinação explosiva, que mexe com todos os sentidos. "Cinco Buarques de Holanda” propõe uma sonoridade com levada e gosto de quero mais. (Rosiane Rodrigues)


Paim se compromete...



Marcos Chagas, Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Paulo Paim (PT-RS), comprometeu-se hoje (25), com representantes da comunidade cigana Calom, do Distrito Federal, a trabalhar na elaboração de um projeto de lei que garanta os direitos do povo cigano. Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de institutos que representam os interesses dessa comunidade dão conta de que o Brasil abriga, hoje, entre 800 mil a 1,2 milhão ciganos.
Enquanto ocorria a audiência pública com representantes dos ciganos Calom, na Comissão de Direitos Humanos, Paim determinou que sua assessoria entrasse em contato com órgãos públicos para agendar reuniões na Coordenação para Assuntos de Igualdade Racial (Copir), do Distrito Federal, e na Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir), do governo federal.
As 16h, uma comissão de ciganos será recebida na Seppir. Já na Coppir, foi acertada uma reunião para segunda-feira (30), às 14 horas. A audiência pública contou com a presença, também, da deputada Érika Kokay (PT-DF), do deputado Domingos Dutra (PT-MA) e da vice-presidente da CDH, Ana Rita (PT-ES).
A Agência Brasil publicou ontem (24) a série especial "Ciganos: um Povo Invisível".

Entrevista com o escritor Eduardo Galeano

Conexão Repórter (SBT) - No rastro do preconceito

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